Cientistas dos EUA trabalham para evitar a desertificação da terra[ 3 min ]

Cientistas americanos estão desenvolvendo tecnologias e novas abordagens para reduzir a desertificação e, em alguns casos, fazer com que a terra danificada retorne à sua condição fértil anterior.

Por: Linda Wang | 15 junho 2022 | Share America.

Um exemplo clássico de desertificação é o período denominado Dust Bowl dos anos 1930 nos Estados Unidos, em que grandes tempestades de poeira devastaram os estados do Meio-Oeste. Era uma época em que secas severas, combinadas com práticas precárias de gestão da terra, causavam tremendo sofrimento e perda econômica.

Mas durante aqueles anos do Dust Bowl, cientistas aprenderam lições valiosas que continuam a influenciar as práticas agrícolas dos EUA.

Atualmente, cientistas dos EUA abordam o problema contínuo de terras se tornarem estéreis e inutilizáveis ​​para produção devido a seca, técnicas agrícolas inadequadas, desmatamento ou outras atividades humanas específicas. Globalmente, até 40% de terras anteriormente produtivas já foram degradados, segundo as Nações Unidas. Até 2045, cerca de 135 milhões de pessoas em todo o mundo poderão ser deslocadas por causa da desertificação.

“Quando a desertificação acontece, pessoas passam fome, abandonam suas terras e precisam encontrar outros lugares para ganhar a vida”, diz Jeff Herrick, cientista especialista em solo do Serviço de Pesquisa Agrícola dos EUA e representante científico da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD). “Nosso objetivo é ajudar as pessoas a permanecer em suas terras, fornecendo as informações necessárias para manejá-las melhor.”

“A saúde e o bem-estar de nossa terra nem sempre estão em nosso radar”, diz Nichole Barger, professora de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade do Colorado em Boulder, e copresidente do grupo chamado Interface entre Políticas e Ciências da UNCCD. “A fase em que estamos agora é a de fazer perguntas difíceis. O que fazemos enquanto comunidade para apoiar o restante do mundo na abordagem deste problema?”

Com financiamento da Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA, Herrick e seus colegas desenvolveram o Sistema de Conhecimento do Potencial da Terra* (LandPKS, na sigla em inglês). Trata-se de um aplicativo móvel disponível gratuitamente que ajuda as pessoas a determinar se suas terras são adequadas para a atividade agrícola.

“Qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pode baixá-lo e usá-lo para aprender sobre o potencial sustentável de suas terras”, diz Herrick. “O aplicativo informa quais solos existem em sua região e, em seguida, ajuda a identificar seu próprio solo.”

A pesquisa de Nichole na Universidade do Colorado envolve a ciência por trás da restauração ecológica. Ela e seus colegas fornecem dados que podem ser usados ​​para tomar melhores decisões a fim de proteger a terra da degradação. Por exemplo, em um projeto no sul de Utah, a equipe de Nichole descobriu que controlar incêndios florestais cortando árvores e ateando fogo a elas prejudicava a camada inferior ao solo. Se, ao contrário, as árvores passarem por um processo de decomposição para se tornarem húmus, sendo transformadas em lascas de madeira espalhadas pelo solo, a umidade do solo aumenta e as plantas podem crescer, diminuindo a erosão do solo.

Em 17 de junho, a ONU vai comemorar o Dia de Combate à Desertificação e à Seca. A data aumenta a conscientização do público sobre a desertificação. (A observância anual foi iniciada em 1994 pela Assembleia Geral da ONU e até 2021 era chamada de Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca.)

Nichole diz que as pessoas podem ajudar. “A pressão sobre a terra é impulsionada em grande parte pelo quanto consumimos. E assim, no âmbito individual, se você realmente deseja diminuir a pressão sobre a terra, deve diminuir a quantidade de produtos que está consumindo”, diz ela. “O mais importante é não deixar a terra se deteriorar a tal ponto que precisamos intervir.”

Fonte: Share America.

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Lenah Sakai

Ex-atleta, green fellow (vegetariana, minimalista), trabalhando duro para tornar as organizações, os maiores impactadores do planeta, mais responsáveis. Formada em administração pela PUC-SP, há +10 anos atua em negócios e sustentabilidade. Fundadora do Green Business Post, co-fundadora da Ignitions Inc., do movimento Cultura Empreendedora, do DIRIAS, 1ª associação de direito digital do Brasil e da ABICANN, 1ª associação das indústrias de cannabis do Brasil. Hoje é gestora de uma rede de 5 milhões de pessoas do ecossistema empreendedor nacional e internacional.

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