A Farsa Hídrica da Inteligência Artificial: Por que Você Está Sendo Enganado pelos Números
Relatórios alarmistas propagam que a IA consome 1 litro de água a cada 100 palavras, mas a ciência básica revela uma realidade 10.000 vezes menor e mais sustentável.

Redação | Green Business Post | 13 jan 2026.
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O mercado global está em polvorosa com o avanço da Inteligência Artificial (IA), mas junto com a inovação, surge uma onda de “terrorismo ambiental” que visa frear o progresso com dados distorcidos. Em uma conversa reveladora no canal Green Business Post, o engenheiro e professor Marco Aurélio Bassi desmascarou o que ele chama de “jogo manjado”: a manipulação de métricas para pintar as Big Techs como vilãs do planeta.
O “Consumo” que Não Consome: A Física Contra a Falácia
O termo “consumo de água” vem sendo usado de forma “marota“. Na engenharia, quando um data center utiliza água para resfriar servidores, ele não a faz desaparecer. A água muda de estado físico — vira vapor ou é condensada e devolvida ao ciclo. Segundo Bassi, o sol evapora bilhões de litros diariamente e ninguém o acusa de acabar com a água do mundo. O que ocorre nos centros de processamento é uma troca de estado, muitas vezes utilizando água de reuso, que retorna à atmosfera e choverá em outro lugar.
Estatística Criativa: O Pior Cenário como Regra
Como as ONGs chegam a números tão assustadores? A estratégia é simples: eles selecionam o pior data center, localizado na região mais quente do mundo, operando em pico de processamento, e aplicam essa métrica como se fosse a média global. Ignoram, por exemplo, que grandes empresas como a Microsoft instalam data centers embaixo d’água ou em regiões frias para otimizar o resfriamento natural.
Ao refazer os cálculos de forma científica, Bassi aponta que o consumo real não é de 1 litro para cada 100 palavras, mas sim de 0,000027 litros para cada 1000 palavras. Uma diferença abissal que prova como o discurso é aparelhado para gerar medo.
O Lucro do Medo e o Protecionismo Disfarçado
Por que manter esse discurso? Bassi é enfático: “Ninguém defende o indefensável de graça”. Existe uma indústria do ativismo que lucra com o alarmismo, além de interesses protecionistas europeus que não conseguem competir com a eficiência tecnológica e agrícola de países como o Brasil e os EUA.
Termos Técnicos para o Dia a Dia:
- Data Center: Imagine uma biblioteca gigante, mas em vez de livros, ela guarda computadores superpotentes que nunca desligam. Eles esquentam como o seu celular após horas de uso, por isso precisam de “ar-condicionado” constante.
- Ciclo Hidrológico: É o caminho da água. Ela cai como chuva, corre pelos rios, evapora com o calor e vira nuvem de novo. Usar água para resfriar IA é apenas acelerar esse “ciclo” em um ambiente controlado.
Provocação: A Quem Interessa o Seu Medo da Tecnologia?
Enquanto relatórios da ONU focam em centavos de CO2 da IA, ignoram o impacto ambiental massivo de comitivas que viajam em jatinhos particulares para conferências climáticas. A IA traz ganhos de eficiência, educação e saúde que superam drasticamente qualquer custo de infraestrutura. A pergunta que fica para o investidor e para o cidadão é: você vai basear suas decisões em dados científicos ou em manchetes desenhadas para controlar seu comportamento através do pânico?
Assista à discussão completa: A IA consome 10.000x MENOS ÁGUA do que as GRANDES MÍDIAS propagam

