La Niña em São Paulo: Entenda os Impactos no Clima e a Importância da Vigilância para o Mundo ESG
Alerta Verde: A influência do La Niña em São Paulo já previa chuvas intensas, alto volume de águas e muitos raios. Será que os líderes em ESG estavam atentos à isso ou só culparam as mudanças climáticas?

Aurélio Bassi | Green Business Post | 31 mar 2025.
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A intrínseca relação entre eventos climáticos e a dinâmica socioeconômica ganha contornos cada vez mais relevantes. Em São Paulo, a influência do fenômeno La Niña emerge como um fator crucial a ser monitorado por profissionais de ESG, gestão empresarial, gestores públicos e entidades do terceiro setor. Compreender seus impactos nos padrões de chuva e eventos climáticos extremos é fundamental para a mitigação de riscos e a construção de estratégias de resiliência.
La Niña e o Regime de Chuvas em São Paulo
O resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, característico do La Niña, possui uma ligação direta com o aumento da precipitação na região Sudeste do Brasil, incluindo São Paulo. Anos como 2017 e 2025, sob influência desse fenômeno, registraram volumes de chuva significativamente elevados, com janeiro de 2017 marcando um dos períodos mais chuvosos da história local (340 mm acumulados). Esse padrão sugere uma maior probabilidade de picos de chuva em janeiro durante eventos de La Niña.
Intensificação de Raios e Riscos Associados
Períodos de maior precipitação, impulsionados pelo La Niña, também tendem a apresentar maior frequência de descargas atmosféricas. O aumento da umidade e a formação de tempestades mais intensas favorecem a eletrificação das nuvens. Em São Paulo, historicamente um dos meses com maior incidência de raios devido ao calor e alta umidade, essa combinação pode intensificar ainda mais a atividade elétrica. Os verões de 2017 e 2025 exemplificam essa tendência, com aumento significativo no número de raios em São Paulo.
Eventos Climáticos Severos e a Necessidade de Preparo
O levantamento de eventos de maior incidência de chuvas na região Sudeste desde 2000 revela a associação de picos de La Niña com eventos climáticos significativos, como inundações. Exemplos como as inundações severas em São Paulo (2007-2008 e 2020-2021), as chuvas extremas na região serrana do Rio de Janeiro (2010-2011) e os acumulados pluviométricos expressivos em diversas cidades como Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte e Curitiba em anos de La Niña reforçam a importância da preparação e da gestão de riscos.
Além do Clima: O Fator Urbanização
É crucial notar que, além da influência do La Niña, a urbanização de São Paulo também contribui para o aumento da incidência de raios, com o calor urbano favorecendo a formação de nuvens de tempestade. Essa combinação de fatores climáticos e urbanos torna o período de chuvas mais propenso a tempestades severas.
Vigilância Constante para um Futuro Resiliente
A análise dos dados históricos e recentes sublinha a influência significativa do La Niña nos volumes de chuva e na atividade elétrica em São Paulo. Para profissionais do ESG, gestores empresariais e públicos, e líderes do terceiro setor, compreender esses padrões é essencial para a gestão de recursos hídricos, o planejamento urbano, a proteção de infraestruturas e a implementação de medidas de adaptação e mitigação de riscos associados a eventos climáticos extremos. A vigilância contínua das condições climáticas e a integração dessas informações nas estratégias de sustentabilidade e gestão são imperativas para a construção de um futuro mais resiliente.