Entenda como sustentabilidade afeta seus investimentos e o mercado de ações[ 2 min ]

A implementação do ESG na política de investimentos complementa as avaliações ao destacar riscos que não são capturados tradicionalmente

A pandemia do coronavírus alterou as prioridades de investidores. Os especialistas notaram que quem deseja diversificar a carteira de investimentos nas bolsas de valores está cada vez mais preocupado com questões ambientais e sociais.

Os brasileiros querem se comprometer com políticas sustentáveis que não agridam e não destruam o planeta, para evitar futuras crises sanitárias desse porte. Por isso, os investimentos ESG estão chamando a atenção no mercado.

O termo ESG – do inglês Environmental, Social e Governance – sintetiza critérios de conduta das empresas nas áreas ambiental, social e de governança. Segundo a UN Global Compact, o índice avalia operações das principais corporações conforme seus impactos em cada um dos três eixos de sustentabilidade:

  • Ambiental: se a empresa minimiza seus impactos ambientais e se preocupa com questões como emissão de CO2, aquecimento global, eficiência energética, descarte do lixo, uso da água e preservação do meio ambiente.
  • Social: se a empresa respeita os direitos dos colaboradores, cuida da segurança do trabalho, promove o bem-estar no ambiente de trabalho e contribui com a comunidade; além de diversidade social e proteção dos consumidores.
  • Governança: como são os controles internos para evitar corrupção e suborno, quais as formas de remuneração dos executivos e o respeito aos direitos trabalhistas, quais são as práticas adotadas de governança corporativa, como ter um conselho diverso, praticar a transparência na prestação de contas, combater a corrupção e priorizar a ética.

Associar marcas a atitudes sustentáveis pode ser extremamente rentável e vantajoso, uma vez que o engajamento dos investidores e o comportamento dos consumidores exigem cada vez mais transparência e participação nessas questões.

Com a análise ESG, tem-se uma visão mais abrangente do portfólio de investimentos, facilitando a identificação de oportunidades que muitas vezes não são notadas utilizando somente a avaliação financeira convencional.

“Empresas que focam em uma produção limpa e sustentável têm menos chances de receberem autuações. Além disso, há uma consequência social: quando empresários adotam medidas socioambientais, eles obrigam os concorrentes a fazerem o mesmo”, afirmou o economista e ambientalista Alessandro Azzoni.

O especialista explica ainda que o mercado financeiro tem exigido escolhas mais sustentáveis por causa do consumidor. “Quem dita as regras do mercado é quem compra, e as pessoas estão cada vez mais demandando produtos socioambientais”, disse.

Ainda segundo Azzoni, as empresas que se preocupam com condutas ESG estudam o mercado, analisam questões futuras, sabem os riscos de crise e analisam o mercado como um todo. “Esses empresários fazem isso para a linha de produção não ser tão afetada caso haja alguma queda na bolsa”, destacou.

Para a head de investimentos da Invisto, Marina Leite, as empresas que adotam os critérios ESG acabam sendo mais rentáveis. Um dos critérios com mais relevância desse selo é a governança corporativa.

Olhar inicial

“Se a gente puder englobar os três aspectos (ambiental, social e de governança), perfeito. Mas, às vezes, um critério não faz sentido para determinada empresa e o nosso olhar inicial acaba sendo a governança”, explicou.

Marina ressaltou que quem segue esses critérios consegue administrar melhor a sua empresa, em termos de fluxo de caixa, de free float (movimento futuro), desperdício de dinheiro com causas trabalhistas e projeção de resultados. “É interessante para o empresário porque acaba tendo uma operação mais eficiente, que o mercado olha com bons olhos”, falou.

“Os critérios ESG não são apenas modismo. Queremos que o investidor evolua a ponto de ter um olhar cuidadoso para escolher empresas que realmente valorizem esses aspectos. Finalmente o mercado começou a olhar para esses assuntos com mais seriedade, ainda mais no meio de uma pandemia, que coloca essas questões em evidência”, finalizou a especialista.

*Por: Fabiola Testi | Metrópole | 02 dez 2020.

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Lenah Sakai

Ex-atleta, green fellow (vegetariana, minimalista), trabalhando duro para tornar as organizações, os maiores impactadores do planeta, mais sustentáveis. Formada em administração pela PUC-SP, há +10 anos atua em negócios e sustentabilidade. Fundadora do Green Business Post, co-fundadora da Ignitions Inc., do movimento Cultura Empreendedora, do DIRIAS, 1ª associação de direito digital do Brasil e da ABICANN, 1ª associação das indústrias de cannabis do Brasil. Hoje é gestora de uma rede de 5 milhões de pessoas do ecossistema empreendedor nacional e internacional.

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