Acorda, Faria Lima! Como o Crime Fatura USD 70 Bilhões na Economia Legal Enquanto Você Paga a Conta?
O crime organizado faturou quase USD 70 bilhões (350 bilhões de reais) nos últimos três anos e gerou um prejuízo de aprox. USD 90 bilhões (453,5 bilhões de reais) em 2022 com sonegação e fraudes. As organizações criminosas brasileiras já lucram mais com atividades no mercado formal do que com o tráfico de drogas.

Redação | Green Business Post | 01 julho 2025, atualizado em 07 julho 2025.
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A infiltração do crime organizado, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), nas estruturas financeiras e estatais do Brasil representa uma ameaça significativa à sustentabilidade corporativa e à resiliência econômica do país.
Longe de suas operações tradicionais, essas facções se modernizaram e atuam como verdadeiras empresas, distorcendo mercados. Essa evolução levou investidores, especialmente da Faria Lima, a considerar o “risco PCC” ao analisar investimentos no Brasil [Folha de S.Paulo, O TEMPO, Investidor10].
A Nova Fronteira do Crime: O Setor Financeiro
O crime organizado explora a baixa regulamentação e fiscalização em setores emergentes para a lavagem de dinheiro, que é o processo de ocultar a origem ilícita de fundos, dando-lhes aparência de legalidade.
Fintechs são meios preferenciais, com investigações revelando que a 4TBank e as fintechs 2GO Bank e InvBank movimentaram bilhões para o PCC e CV. A Operação Hydra, por exemplo, focou em duas fintechs, 2GO Bank e InvBank, suspeitas de lavagem de R$ 6 bilhões para o PCC em diversos países, incluindo Estados Unidos, Paraguai, Peru, Holanda, Argentina, Bolívia, Canadá, Panamá, Colômbia, Inglaterra, Itália, Turquia, Dubai, e principalmente Hong Kong e China [CNN Brasil].
O uso de criptoativos também cresceu devido à dificuldade de rastreamento e agilidade das transações internacionais.
Setores como apostas esportivas online e até Fundos de Investimento em Participações (FIPs) também foram cooptados.
Promotores do GAECO alertaram que as facções estão montando seus próprios bancos e utilizando métodos sofisticados para dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito. [CNN Brasil]
Amplitude da Infiltração e Faturamento Bilionário
O crime organizado tem se espalhado por diversos setores da economia, faturando quase R$ 350 bilhões em três anos [CNN Brasil].
Somente em 2022, o crime organizado gerou um prejuízo de R$ 453,5 bilhões com sonegação e fraudes [O TEMPO].
As principais movimentações ilícitas, conforme o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, estão em:
- Comercialização ilegal de combustíveis (R$ 61,5 bilhões) [CNN Brasil, Jornal de Brasília].
- Comercialização ilegal de bebidas (R$ 56,9 bilhões) [CNN Brasil, Jornal de Brasília].
- Extração e produção ilegal de ouro (R$ 18,2 bilhões) [CNN Brasil, Jornal de Brasília].
- Comércio ilegal de tabaco e cigarros (R$ 10,3 bilhões) [CNN Brasil, Jornal de Brasília].
- A atuação nesses mercados legais gera um lucro que supera os ganhos com o tráfico de cocaína, estimado em R$ 15 bilhões no mesmo período [Jornal de Brasília].
- Além disso, crimes virtuais e furtos de celulares geraram prejuízos de aproximadamente R$ 186 bilhões entre julho de 2023 e o mesmo mês de 2024 [CNN Brasil, Jornal de Brasília].
- As facções se infiltraram em áreas diversas como refino, distribuição e venda de combustíveis, mercado imobiliário, transporte privado e público, clínicas odontológicas, serviços de internet, saúde, limpeza urbana, coleta de lixo, e até agências de funkeiros [Folha de S.Paulo, O TEMPO, Jornal de Brasília].
- O PCC, por exemplo, infiltrou-se em duas empresas de ônibus em São Paulo que transportavam centenas de milhares de passageiros diários, operando na economia formal e disputando licitações [Folha de S.Paulo, Investidor10, O TEMPO].
Impactos na Sustentabilidade e Integridade
Essa infiltração gera concorrência desleal para empresas que operam na legalidade, pois os criminosos operam sem impostos ou obrigações trabalhistas, oferecendo produtos e serviços a preços insustentáveis [O TEMPO, Jornal de Brasília].
A infiltração criminosa erode a economia formal, reduzindo a arrecadação pública e comprometendo a alocação de recursos [Valor Econômico]. A confiança nas instituições públicas é comprometida, e a sensação de vulnerabilidade aumenta para a população.
Para investidores, além do “risco PCC”, surge a preocupação com os ganhos de empresas legítimas e o risco de envolvimento involuntário com dinheiro do crime devido à sofisticação das estruturas corporativas [Folha de S.Paulo, O TEMPO].
A capacidade dos grupos criminosos de influenciar o Congresso e o Judiciário para manter brechas legais fragiliza a segurança jurídica e a governança do país [Folha de S.Paulo, Investidor10].
A possível classificação do PCC e CV como grupos terroristas pelos EUA traria graves consequências financeiras para bancos e investidores brasileiros com qualquer ligação, mesmo indireta [O TEMPO].
A “Escolha Deliberada de Onde Mirar e Onde Desviar o Olhar”
Críticos apontam que o foco excessivo em pautas de ESG (Environmental, Social, and Governance) por parte de autarquias reguladoras pode ter desviado a atenção da infiltração do capital ilícito [Brasil 247].
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O investidor Renato Giraldi é um dos principais críticos dessa abordagem, denunciando publicamente que o Primeiro Comando da Capital (PCC) já opera no coração do sistema financeiro como um participante formal, com CNPJ, contratos e acesso a concessões públicas, sem uma reação adequada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) [Brasil 247]. Giraldi questiona como, “todos esses anos com CVM, Banco Central, Febraban e outras autarquias concentradas em ESG, diversidade e sinalizações reputacionais”, ninguém percebeu o PCC “abrindo fintech, disputando licitação, investindo em fundos” [Brasil 247].
Para Giraldi, a sofisticação do crime ocorreu enquanto as autoridades direcionavam “o foco institucional a narrativas, não a estruturas”, o que abriu brechas para que capitais ilícitos se infiltrassem nos fluxos formais [Brasil 247]. Ele argumenta que o problema não reside na falta de regras, mas sim em uma “escolha deliberada de onde mirar e de onde desviar o olhar” [Brasil 247]. Segundo seu diagnóstico, o aparato normativo existente já seria suficiente para bloquear operações suspeitas se houvesse “de fato, interesse em agir” [Brasil 247].
Essa crítica é ainda mais irônica para Giraldi, pois o mercado financeiro da Faria Lima se diz “subitamente surpreso” com o “risco PCC nos negócios” [Brasil 247], apesar de o crime ter se sofisticado e passado a operar dentro das regras, contaminando as cadeias do mercado financeiro e ameaçando as próprias margens do centro financeiro que o ignorou por tanto tempo [Brasil 247]. Ele aponta que formadores de opinião exaltaram políticas de reputação corporativa sem exigir a mesma energia para rastrear fluxos de dinheiro e estruturas societárias opacas [Brasil 247].
Nos bastidores, executivos do mercado financeiro chegam a admitir que a expansão da agenda ESG, embora relevante para a sustentabilidade dos negócios, acabou se tornando uma “distração” quando adotada como um fim em si mesma, em vez de um complemento à devida diligência financeira [Brasil 247]. As primeiras denúncias sobre fintechs associadas ao PCC surgiram em 2023, mas foram tratadas como “casos isolados” por falta de provas robustas ou de cooperação interinstitucional imediata [Brasil 247]. A conclusão de Giraldi ressalta que “o capital marginal não confronta mais o sistema — apenas se adaptou o suficiente para participar dele” [Brasil 247].
Caminhos para o Combate e a Inibição
Para enfrentar essa ameaça complexa, é fundamental o fortalecimento das instituições e a colaboração interinstitucional.
As soluções propostas incluem:
- Fortalecer o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) – considerado o “centro nervoso” do combate à lavagem de dinheiro – com mais tecnologia e equipe para analisar o crescente volume de operações suspeitas. Atualmente, o COAF não tem estrutura suficiente para lidar com o aumento exponencial de comunicações de operações suspeitas [O TEMPO].
- Regularizar e fiscalizar rigorosamente setores como fintechs, criptoativos e apostas, antecipando prazos de autorização junto ao Banco Central [Crime Organizado: A Ameaça Financeira ao Brasil, CNN Brasil – Crime organizado se espalha]. A Febraban defende a antecipação do prazo para regularização das fintechs [Folha de S.Paulo, O TEMPO].
- Implementar um “compliance antimáfia” para proteger o dinheiro público da infiltração de criminosos.
- Criar um GAECO Nacional (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) para unificar as ações das procuradorias [Folha de S.Paulo].
- Aprovar uma Lei Geral de Proteção de Dados de Interesse da Segurança Pública para facilitar o compartilhamento de informações em investigações [CNN Brasil].
- Cortar o “oxigênio” do crime organizado, identificando, seguindo e interrompendo o fluxo financeiro ilícito, estratégia similar ao antiterrorismo [Folha de S.Paulo].
- Aprimorar a cooperação internacional e sul-americana, focando no controle de fronteiras e na identificação da origem das drogas [O TEMPO].
- Investir em tecnologia e treinamento de capacitação para as polícias [CNN Brasil, O TEMPO].
- Alguns juristas defendem a criação de uma lei antimáfia aos moldes da italiana, permitindo que bancos bloqueiem recursos suspeitos preventivamente [O TEMPO].
A luta contra o crime organizado é, agora, uma luta pela sustentabilidade do próprio sistema econômico brasileiro. É imperativo que todas as esferas – governo, setor privado e sociedade civil – unam esforços para blindar o mercado formal e garantir um futuro mais íntegro e seguro para o Brasil.
Fonte: CVM, CNN Brasil – 1, CNN Brasil – 2, Valor, Brasil 247, Folha, Poder 360, O Tempo, CNN Brasil – 3, Jornal de Brasília, Investidor 10.

