Ex-Diretora de Sustentabilidade Confessa: “O ESG começou como um golpe de marketing”

Em entrevista explosiva, a ex-diretora do Deutsche Bank, Desiree Fixler, revela como a agenda de Klaus Schwab transformou a sustentabilidade em uma ferramenta de controle e lucro para elites.

Redação | Green Business Post | 28 jan 2026.

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O que começou como uma promessa de ética corporativa pode ser, na verdade, um dos maiores esquemas de rebranding financeiro da história. Em uma entrevista contundente conduzida pelo jornalista Winston Marshall, publicada em dezembro de 2025, a ex-Diretora de Sustentabilidade da DWS (braço de investimentos do Deutsche Bank), Desiree Fixler, quebrou o silêncio.

Como uma das whistleblowers (denunciantes) mais proeminentes do setor, Fixler detalha como o ESG deixou de ser uma métrica de risco para se tornar um mecanismo de “socialismo de topo”, onde elites globais ditam as regras do mercado sem o crivo democrático.

A Gênese do Caos: Um Golpe de Marketing Disfarçado de Ética

As críticas de Fixler são cirúrgicas: o ESG nasceu como um “golpe de marketing lucrativo”. Após a crise financeira de 2008, Wall Street precisava reconstruir sua imagem e recuperar a confiança do público. A solução encontrada pela elite financeira foi “carimbar” fundos de investimento com o selo verde.

Na prática, as firmas dobraram suas taxas de administração apenas por mudar o rótulo dos ativos, sem realizar um trabalho real de auditoria. Fixler, que foi demitida do Deutsche Bank em 2021 após denunciar internamente que os ativos ESG da empresa eram amplamente exagerados, confirma que o setor utilizou a sigla como um escudo reputacional para reconstruir a confiança sob o véu do “capitalismo de stakeholders”.

O Capitalismo de Stakeholders de Klaus Schwab: O Fim da Democracia Econômica?

O conceito de Capitalismo de Stakeholders — onde a empresa deve servir à sociedade e ao planeta antes do lucro — é o pilar de Klaus Schwab e do Fórum Econômico Mundial (WEF). Contudo, a análise de Fixler e Marshall sugere que essa visão “apaga” o tradicional capitalismo de acionistas para dar lugar a um controle centralizado que funde interesses corporativos e governamentais.

“É basicamente socialismo com controle de cima para baixo”, aponta o debate. Ao moldar políticas públicas por meio de soft power (influência sem votos), o WEF é acusado de corroer a democracia, estabelecendo agendas que as empresas são obrigadas a seguir para não perderem sua “licença para operar”.

O Custo da Obediência e a “Indoutrinação” Verde

Desde 2018, com as regulamentações da União Europeia, o ESG tornou-se obrigatório. As empresas que não adotam o Net Zero ou agendas de DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) são marginalizadas pelo mercado. O resultado, segundo o vídeo, foi o desvio de trilhões de dólares para projetos pouco lucrativos, elevando os preços da energia e prejudicando os mais pobres.

A narrativa de “crise climática” é apresentada como uma ferramenta de medo para empurrar políticas que beneficiam consultores e elites, enquanto as novas gerações são doutrinadas em escolas e universidades a ver o capitalismo de Milton Friedman como um modelo obsoleto a ser apagado.

2022: O Ano em que a Máscara Caiu

O levante contra o ESG ganhou força definitiva a partir de 2022. O baixo desempenho dos fundos sustentáveis, somado a escândalos de greenwashing (como o que envolveu a própria DWS de Fixler) e à inflação real, gerou uma reação em cadeia.

Fixler e Marshall alertam que a mídia tradicional muitas vezes falha em cobrir esses bastidores de forma imparcial, forçando o público a buscar informações no jornalismo cidadão e em plataformas como o X. A figura de Klaus Schwab também é questionada pela falta de transparência e pelo tom “quase religioso” de sua agenda para o futuro global.

O Despertar do Mercado

O ESG enfrenta agora o seu maior teste de estresse. Com o depoimento de quem viveu no epicentro do sistema, como Desiree Fixler, o mercado está percebendo que o “romantismo corporativo” pode estar destruindo a eficiência econômica. Para o investidor e para o cidadão comum, a pergunta permanece: estamos salvando o mundo ou apenas financiando uma nova casta de controladores globais?

Glossário para o Gestor:

  • Whistleblower: Alguém que trabalha em uma organização e denuncia atividades ilegais ou antiéticas cometidas por ela. Exemplo: O funcionário que expõe que a fábrica despeja resíduos no rio ilegalmente.
  • Soft Power: A capacidade de influenciar decisões e comportamentos através da cultura, ideologia ou diplomacia, em vez de leis rígidas ou força militar.
  • Greenwashing: Prática de marketing que engana o público, fazendo uma empresa parecer mais ecologicamente correta do que realmente é.

Fonte:
“I Helped Build It!” A WEF-Davos Insider EXPOSES The Great Reset – Winston Marshal

Fontes de checagem:


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