A Guerra de Israel e a Reconfiguração Radical dos Riscos ESG: Sua Empresa Está Preparada?
Terrorismo, geopolítica e a segurança dos seus ativos: a estratégia de guerra de Israel expõe uma nova e perigosa dimensão para os riscos ESG, exigindo uma visão afiada e proativa dos negócios.

Redação | Green Business Post | 07 out 2025.
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Hoje completam 2 anos de ataque brutal do grupo terrorista Hamas contra civis israelenses e diversos turistas internacionais em Israel. E, atualmente, nesta mesma semana, finaliza o prazo de negociação sobre o fim da Guerra em Gaza envolvendo o presidente Trump dos EUA.
O cenário global está em constante mutação, e eventos geopolíticos, antes vistos como distantes, agora reverberam diretamente no universo ESG – sigla para Ambiental, Social e Governança. No vídeo do Green Business Post, a generalista em ESG+ e fundadora da Aware Alliance, Lenah Sakai, demonstra como o recente conflito entre Israel e grupos terroristas como Hamas e Hezbollah serve como um alerta contundente: a capacidade de correlacionar temas complexos e aparentemente desconectados é a nova moeda de valor para profissionais e empresas que desejam sobreviver e prosperar.
Quando o Terrorismo Toca à Sua Porta: Os Riscos Sociais e de Governança se Ampliam
É ingenuidade acreditar que conflitos em regiões distantes não nos afetam. Lenah Sakai ilustra de forma clara como a guerra de Israel acende luzes de alerta para a segurança de indivíduos e organizações, mesmo a milhares de quilômetros de distância. A tentativa de ataque terrorista do Hezbollah no Brasil, frustrada com a ajuda da inteligência israelense, é um exemplo visceral.
Para as empresas, isso significa uma revisão urgente de seus riscos sociais (S do ESG). Perguntas como: “Quais funcionários têm laços com as regiões em conflito?”, “Como garantir a segurança de seus stakeholders?”, e “Qual a reputação da nossa marca em meio a esses conflitos?” tornam-se cruciais.
Além disso, a governança (G do ESG) é posta à prova. A conexão de empresas com grupos criminosos e terroristas, como o PCC no Brasil ou o Hezbollah no Líbano, por meio de lavagem de dinheiro e extorsão, representa um risco de reputação e legal sem precedentes. Fazer negócios com fornecedores ou parceiros que tenham qualquer ligação, mesmo que indireta, com essas organizações, é financiar o terrorismo e expor sua empresa a um escrutínio devastador.
A Nova Fronteira da Guerra: Seus Produtos Podem Ser Armas Silenciosas?
A inovação bélica de Israel, que conseguiu hackear e explodir pagers e rádios dos terroristas do Hezbollah, abre uma nova e perturbadora dimensão de risco. Essa capacidade de sabotagem remota, que demonstra ser possível implantar explosivos em dispositivos eletrônicos, levanta uma questão crítica para o ESG: e se governos autoritários e agressivos, como a China, que constantemente ameaça Taiwan e outros países, utilizarem essa mesma tecnologia em produtos de consumo exportados para o mundo?
Pense nos carros elétricos chineses, celulares e outros dispositivos eletrônicos que contêm baterias de lítio. Será que esses produtos podem vir com “bombas” ocultas, prontas para serem ativadas remotamente para chantagem ou ataques? Lenah questiona a confiabilidade da origem desses produtos e o risco real de interceptação e adulteração na cadeia de suprimentos.
O Profissional ESG do Futuro: Antiparanoia e Visão Estratégica
A mensagem central de Lenah Sakai é clara: o profissional de ESG que ignora a geopolítica, o terrorismo e os riscos de segurança cibernética em produtos está “incompleto”. Não se trata de paranoia, mas de uma análise realista e aprofundada dos perigos que podem afetar a família, os funcionários e a própria existência das organizações.
A habilidade de fazer correlações rápidas e precisas entre eventos globais e os impactos ESG é um diferencial crucial. Empresas que compram frotas de veículos ou alugam carros devem ir além da marca e considerar a origem e a segurança da cadeia de suprimentos. Proteger-se significa estar atento aos detalhes, não fechar os olhos para assuntos “chatos” ou “de louco”, e se precaver antes de ser uma vítima.
Em um mundo onde a guerra e a tecnologia se entrelaçam de formas cada vez mais complexas, a estratégia de guerra de Israel mudou o jogo dos riscos ESG para sempre. Sua empresa está pronta para essa nova realidade?

