Sabe o aquecimento global? Além de termos de nos preocupar com nossas emissões de gases estufa, temos que ficar atentos ao trabalho com solos.

Por: Aline Fernandez França | 18 agosto 2021. Adaptado por Lenah Sakai | 24 agosto 2021.

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O ano de 2020 apresentou o maior aumento registrado de gás metano na atmosfera desde que as medições começaram em 1983. Os dados são da Agência de Administração Oceânica e Atmosférica (Noaa), dos Estados Unidos.

A análise dos níveis de emissão de gases do efeito estufa mostra que o aumento anual do gás metano foi de 14,7 partes por bilhão (ppb). O metano possui eficiência de aquecimento aproximadamente 25 vezes maior que o dióxido de carbono (CO2) e tem significativa contribuição para as mudanças climáticas globais.

Um estudo realizado por pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná encontrou pela primeira vez evidências de acúmulo de gás metano nos sedimentos depositados no fundo do Complexo Estuarino de Paranaguá (PR), uma das mais importantes baías do Brasil.

A pesquisa recém-publicada (https://doi.org/10.1007/s00367-021-00705-8) na revista científica Geo-Marine Letters integra o projeto “Panorama Histórico e Perspectivas Futuras Frente à Ocorrência de Estressores Químicos Presentes no Complexo Estuarino de Paranaguá (EQCEP)”, um de oito selecionados pela chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações/Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – Nº 21/2017 – Pesquisa e Desenvolvimento em Ações Integradas e Sustentáveis nas Baías do Brasil.

“Uma grande quantidade de matéria orgânica é carregada pelos rios, uma vez depositada nos sedimentos, essa matéria orgânica sofre decomposição por microrganismos, gerando o gás metano”, afirma o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Costeiros e Oceânicos da UFPR e primeiro autor do artigo, João Fernando Pezza Andrade.

Uma parte do gás produzido pode escapar para a água e, eventualmente, chegar à atmosfera, mas uma parte fica presa nos sedimentos e se acumula ao longo do tempo. No caso da Baía de Paranaguá, os pesquisadores observaram a presença do gás em diferentes profundidades da coluna sedimentar, o que sugere que parte desse gás foi produzida pela decomposição de matéria orgânica depositada há milhares de anos.

O projeto é desenvolvido por equipe multidisciplinar formada por pesquisadores da UFPR, Universidade de São Paulo e Universidade Federal de Santa Catarina, que busca ampliar o conhecimento sobre os impactos das ações humanas na Baía de Paranaguá, propiciando subsídios para a tomada de decisões quanto a conservação e uso sustentável do ambiente costeiro.

Fonte: Ciência UFPR | 18 agosto 2021.

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