Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável. Esse é o objetivo número 17 dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) que a ONU (Organização das Nações Unidas) colocou na Agenda 2030.

Os ODS só poderão ser alcançados com uma robusta parceria global revitalizada. Enquanto a assistência oficial ao desenvolvimento de países desenvolvidos aumentou 66 por cento entre 2000 e 2014, crises humanitárias causadas por conflitos ou desastres naturais continuam a demandar mais recursos e auxílio financeiro.

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O mundo hoje é mais interconectado do que antes. Melhorar o acesso à tecnologia e conhecimento é uma importante maneira de compartilhar ideias e promover a inovação. Políticas coordenadas para ajudar países em desenvolvimento a gerenciarem seus débitos, assim como promover investimentos para os menos desenvolvidos, são vitais para o alcance do desenvolvimento e crescimento sustentável.

Os ODS buscam aprimorar a cooperação Norte-Sul e Sul-Sul com o apoio a planos nacionais para o alcance de todos os Objetivos. Promover o comércio internacional e ajudar países em desenvolvimento a aumentar suas exportações são partes essenciais para alcançarmos um sistema universal de comércio que seja justo e aberto para todos. Para isso, foram criadas 12 metas para todos os países as terem como norte até 2030.

Metas do ODS 17

Finanças

1. Fortalecer a mobilização de recursos internos, inclusive por meio do apoio internacional aos países em desenvolvimento, para melhorar a capacidade nacional para arrecadação de impostos e outras receitas.

2. Países desenvolvidos implementarem plenamente os seus compromissos em matéria de assistência oficial ao desenvolvimento [AOD], inclusive fornecer 0,7% da renda nacional bruta [RNB] em AOD aos países em desenvolvimento, dos quais 0,15% a 0,20% para os países menos desenvolvidos; provedores de AOD são encorajados a considerar a definir uma meta para fornecer pelo menos 0,20% da renda nacional bruta em AOD para os países menos desenvolvidos.

3. Mobilizar recursos financeiros adicionais para os países em desenvolvimento a partir de múltiplas fontes.

4. Ajudar os países em desenvolvimento a alcançar a sustentabilidade da dívida de longo prazo por meio de políticas coordenadas destinadas a promover o financiamento, a redução e a reestruturação da dívida, conforme apropriado, e tratar da dívida externa dos países pobres altamente endividados para reduzir o superendividamento.

5. Adotar e implementar regimes de promoção de investimentos para os países menos desenvolvidos.

Tecnologia

6. Melhorar a cooperação Norte-Sul, Sul-Sul e triangular regional e internacional e o acesso à ciência, tecnologia e inovação, e aumentar o compartilhamento de conhecimentos em termos mutuamente acordados, inclusive por meio de uma melhor coordenação entre os mecanismos existentes, particularmente no nível das Nações Unidas, e por meio de um mecanismo de facilitação de tecnologia global.

7. Promover o desenvolvimento, a transferência, a disseminação e a difusão de tecnologias ambientalmente corretas para os países em desenvolvimento, em condições favoráveis, inclusive em condições concessionais e preferenciais, conforme mutuamente acordado.

8. Operacionalizar plenamente o Banco de Tecnologia e o mecanismo de capacitação em ciência, tecnologia e inovação para os países menos desenvolvidos até 2017, e aumentar o uso de tecnologias de capacitação, em particular das tecnologias de informação e comunicação.

Capacitação

9. Reforçar o apoio internacional para a implementação eficaz e orientada da capacitação em países em desenvolvimento, a fim de apoiar os planos nacionais para implementar todos os objetivos de desenvolvimento sustentável, inclusive por meio da cooperação Norte-Sul, Sul-Sul e triangular.

Comércio

10. Promover um sistema multilateral de comércio universal, baseado em regras, aberto, não discriminatório e equitativo no âmbito da Organização Mundial do Comércio, inclusive por meio da conclusão das negociações no âmbito de sua Agenda de Desenvolvimento de Doha.

11. Aumentar significativamente as exportações dos países em desenvolvimento, em particular com o objetivo de duplicar a participação dos países menos desenvolvidos nas exportações globais até 2020.

12. Concretizar a implementação oportuna de acesso a mercados livres de cotas e taxas, de forma duradoura, para todos os países menos desenvolvidos, de acordo com as decisões da OMC, inclusive por meio de garantias de que as regras de origem preferenciais aplicáveis às importações provenientes de países menos desenvolvidos sejam transparentes e simples, e contribuam para facilitar o acesso ao mercado.

Questões sistêmicas

Coerência de políticas e institucional

13. Aumentar a estabilidade macroeconômica global, inclusive por meio da coordenação e da coerência de políticas.

14. Aumentar a coerência das políticas para o desenvolvimento sustentável.

15. Respeitar o espaço político e a liderança de cada país para estabelecer e implementar políticas para a erradicação da pobreza e o desenvolvimento sustentável.

As parcerias multissetoriais

16. Reforçar a parceria global para o desenvolvimento sustentável, complementada por parcerias multissetoriais que mobilizem e compartilhem conhecimento, expertise, tecnologia e recursos financeiros, para apoiar a realização dos objetivos do desenvolvimento sustentável em todos os países, particularmente nos países em desenvolvimento.

17. Incentivar e promover parcerias públicas, público-privadas e com a sociedade civil eficazes, a partir da experiência das estratégias de mobilização de recursos dessas parcerias.

Dados, monitoramento e prestação de contas

18. Até 2020, reforçar o apoio à capacitação para os países em desenvolvimento, inclusive para os países menos desenvolvidos e pequenos Estados insulares em desenvolvimento, para aumentar significativamente a disponibilidade de dados de alta qualidade, atuais e confiáveis, desagregados por renda, gênero, idade, raça, etnia, status migratório, deficiência, localização geográfica e outras características relevantes em contextos nacionais.

19. Até 2030, valer-se de iniciativas existentes para desenvolver medidas do progresso do desenvolvimento sustentável que complementem o produto interno bruto [PIB] e apoiem a capacitação estatística nos países em desenvolvimento.

Veja uma explicação que o IBGE criou:

Conheça a cooperação Brasil-Moçambique:

ONU e Brasil assinando parceria para prevenir violência entre jovens por meio do esporte e depoimento de outros países sobre o assunto:

Fonte: ONU Brasil-1, ONU Brasil-2, UNDP.

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