Nova York – O movimento pela proteção e restauração dos oceanos se acelerou rapidamente desde a Conferência dos Oceanos, em 2017. Entretanto, o cumprimento de algumas metas do ODS 14 (Vida na água) ainda está atrasado. Em meio à pesca excessiva, à poluição, à perda de habitat natural e aos múltiplos impactos da mudança do clima nos ecossistemas marítimos, os oceanos nunca enfrentaram uma gama tão diversa de ameaças.

Nesse contexto, o PNUD lança um novo chamado para a ação – Desafio de Inovação para os Oceanos (OIC, na sigla em inglês) – com o objetivo de acelerar o alcance das metas do ODS 14. O OIC busca inovações transferíveis, replicáveis e escaláveis. Os subsídios do Desafio variam de U$D 50,000 a U$D 250,000.

Reconhecendo a urgência crescente em combater a poluição dos oceanos, particularmente de plásticos e nutrientes, a primeira de várias OIC  planejadas tem foco na meta 14.1 – Reduzir a poluição marinha.

 “Em um tempo em que os oceanos e mares do mundo enfrentam pressões sem precedentes, o novo Desafio de Inovação para os Oceanos do PNUD chamará a atenção para abordagens inovadoras, empreendedoras e criativas que podem fazer avançar a restauração e a proteção costeira dos oceanos”, declarou o Administrador do PNUD, Achim Steiner.

 “Apoiar a economia azul dessa maneira pode ajudar no cumprimento do ODS 14, ao mesmo tempo em que estimula o desenvolvimento econômico e ajuda a reduzir a pobreza e as desigualdades”, completou Steiner.

Da pesca à aquicultura à agricultura industrial, o cenário de modelos tradicionais de negócio não permitirá as transformações necessárias para o uso verdadeiramente sustentável dos oceanos.

 “Com quatro das dez metas do ODS 14 avançando em 2020, temos à frente um ano crítico para o bem-estar dos oceanos. Portanto, a Conferência sobre Oceanos da ONU, que se realizará entre 2 e 6 de junho, em Lisboa, terá especial importância no apoio à implementação do ODS 14”, afirmou o Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para os Oceanos, Peter Thompson.

 “Para cumprirmos o ODS 14, devemos abrir novos caminhos com tecnologias, políticas, normas e instrumentos financeiros inovadores. Nesse sentido, o novo Desafio de Inovação para os Oceanos do PNUD é uma contribuição mais do que bem-vinda para o grande número de aceleradoras e incubadoras de oceanos”, disse Thompson.

Para grupos interessados em participar do Desafio de Inovação para os Oceanos:

–      As inovações a serem submetidas podem incluir ações tecnológicas e de ponta no âmbito de políticas, regulamentação, finanças e economia, bem como outras ações voltadas para setores com base marítima ou territorial.

–      Os projetos podem ser submetidos por entidades públicas ou privadas, incluindo governos, empresas (inclusive startups), ONGs, organismos da ONU, instituições acadêmicas e organizações intergovernamentais.

–      O Desafio deve ser implementado e ter beneficiários em países em desenvolvimento, mas podem ser desenvolvidos por proponentes de países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

Acesse o site www.oceaninnovationchallenge.org e saiba mais sobre o desafio. Para mais informações sobre o tema no âmbito da Agenda 2030, confira o glossário de termos e definições do ODS 14.

Fonte: PNDU Brasil | 10 jan 2020

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