A maior facilidade de acesso para o uso da cannabis medicinal e a adequação aos padrões de mercado poderão ser aliadas para impactos socioambientais no país

*Por Lenah Sakai | 03 dez 2019

A Anvisa aprovou hoje (03) a regulamentação da Cannabis Medicinal no país, liberando o uso controlado de remédios com base no extrato da maconha. O novo regulamento será postado no Diário Oficial da União e a passará a viger após 90 dias da publicação.

Como os produtos da cannabis medicinal poderão impactar na vida das pessoas, na economia e no meio ambiente?

Cannabis medicinal e as pessoas

Um importante impacto é na vida das pessoas. Com a regulamentação da cannabis medicinal, agora a população brasileira poderá, por meio de receituário médico, comprar os remédios com base em cannabis em farmácias e drogarias por todo o país.

O uso medicinal da cannabis é milenar e, atualmente, ela trata doenças neurológicas motoras como o mal de Parkingson e a esclerose múltipla, é usada como analgésico para artrites ou cólicas, por exemplo, combate inflamações, acompanha até o emagrecimento, além de muitas outras utilidades.

Agora, com a liberação das antigas restrições e burocracias na área medicinal, as famílias poderão buscar médicos especializados para tratar de doenças com o apoio da lei. Isso poderá colaborar com a redução do grande preconceito que gira em torno do tema e o conhecimento da medicina canábica poderá contribuir com a qualidade de vida de cada vez mais brasileiros.

Economia e Meio ambiente

Antes era possível importar os produtos com base em cannabis, mas agora será possível importar a matéria-prima e produzir dentro do país. Apesar de não ser possível o cultivo da planta e a pesquisa, é uma grande oportunidade para os empreendedores comercializarem seu próprios produtos de marcas próprias, criando um ambiente de competição e ajustes de preços, o que beneficia os consumidores, já que os preços poderão tender a baixar.

Os produto canábicos deverão adequar-se aos padrões industriais, seja de armazenamento, embalagem, validade, concentração, dosagem etc para garanti o mínimo de qualidade e segurança para os consumidores.

Essa nova categoria de produtos estão sujeitas à vigilância sanitária, bem como sujeitas a requisitos para prescrição, comercialização, importação, dispensação, monitoramente e fiscalização, e a fabricação deve possuir o Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) emitidos pela Anvisa.

Ou seja, o meio ambiente fica sujeita aos padrões industriais atuais do setor farmacêutico. Aproveitar o tema, ainda tabu para muitos, é uma boa oportunidade para disseminar conhecimento sobre o descarte correto de medicamentos, a coleta de medicamentos vencidos, os pontos de coleta e a logística reversa que existe na indústria farmacêutica.

O descarte incorreto e irregular de medicamentos seja no lixo ou vaso sanitário contribui com a contaminação ambiental do solo e de lençóis freáticos. Medicamentos diluídos em água podem interferir no metabolismo e no comportamento de organismos aquáticos e os fármacos que persistem acumulados no meio ambiente podem causar doenças em animais e nas pessoas.

A forma correta é buscar um posto de coleta do medicamento, que passará por tratamento de remoção do fármaco. Busque aqui o local de descarte correto mais próximo do seu CEP.

Clube de Cannabusiness

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2 Comentários

  1. Sério, acabei de ler… achei péssimo a regulação… pq por mais que permita o inicio do comércio e a disseminação do produto isso inviabiliza o surgimento de negócios de forma livre… Tipo as Head Shops, etc… Por isso estamos cada vez mais caindo no ranking dos países com melhor ambiente de negócios… https://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2019/10/epoca-negocios-brasil-cai-15-posicoes-no-ranking-do-doing-business-e-fica-em-124o-lugar-em-ambiente-de-negocios.html

    1. Author

      Concordo. No âmbito de negócios, a regulação está restringindo a produção local, no país referência global pelo setor agro…

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