Um novo estudo internacional da Unilever apontou que 33% dos consumidores estão comprando de marcas que eles acreditam estarem fazendo bem para a sociedade e para o meio ambiente.

*Por Lenah Sakai | 28 out 2019

Foram 20 mil pessoas de 5 países diferentes entrevistadas sobre como as preocupações sobre sustentabilidade impactam em suas escolhas nas lojas e em suas casas.  Foi feito um mapeamento para decisões reais de compra, dando uma imagem mais precisa do que as pessoas realmente compram e o por quê. 

Descobriu-se que um a cada 5 pessoas (21%) escolheria uma marca de forma mais ativa caso a credencial sustentável dela estivesse evidente nas embalagens e no seu marketing. Isso representa uma oportunidade inexplorada de aproximadamente US$ 1 trilhão de dólares (€966 bilhões) de um total de aproximadamente US$ 3 trilhões de dólares (€2,5 trilhões) do mercado de produtos sustentáveis.

A escala dessa oportunidade também é confirmada pelo próprio desempenho financeiro da Unilever. De suas centenas de marcas, como Dove, Hellmann’s e Ben & Jerry, que integraram a sustentabilidade em seus objetivos e produtos, ela gerou quase metade do crescimento global da empresa em 2015. Coletivamente, eles também estão crescendo 30% mais rápido que o resto do negócio.

O estudo também sugere que a tendência de compra orientada por propósito é maior entre os consumidores nas economias emergentes do que nos mercados desenvolvidos. Enquanto 53% dos compradores no Reino Unido e 78% nos EUA dizem que se sentem melhor quando compram produtos que são produzidos de forma sustentável, esse número sobe para 88% na Índia e 85% no Brasil e na Turquia.

Keith Weed, Diretor de Marketing e Comunicações da Unilever, afirma: “Esta pesquisa confirma que a sustentabilidade não é algo simplesmente bom para as empresas terem. De fato, tornou-se um imperativo. Para ter sucesso globalmente, e especialmente nas economias emergentes da Ásia, África e América Latina, as marcas devem ir além das áreas de foco tradicionais, como desempenho de produtos e acessibilidade.

Em vez disso, eles devem agir rapidamente para provar suas credenciais sociais e ambientais e mostrar aos consumidores que podem confiar no futuro do planeta e das comunidades, bem como em seus próprios resultados.

O estudo identifica duas razões prováveis para o maior foco dos consumidores em compras sustentáveis em economias emergentes em comparação com os mercados desenvolvidos. A primeira é a exposição direta ao impacto negativo de práticas comerciais insustentáveis, como escassez de água e energia, pobreza alimentar e má qualidade do ar.

E o segundo é o poder das normas sociais. Assim, enquanto as pessoas brasileiras, indianas e turcas sentem a pressão de sua família, amigos e até mesmo de seus filhos para comprar produtos mais verdes e mais socialmente responsáveis, esse senso de escrutínio social é menos prevalente no Reino Unido e nos EUA.

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