Pela primeira vez fora do Brasil, o FINI Moçambique reunirá, em 31/7, empreendedores e palestrantes internacionais e locais para pensar novas formas de resolver problemas ambientais e sociais da nação do sudeste africano, potencializados após recentes desastres climáticos. O evento retorna ao Brasil em setembro.

Trocar experiências a fim de potencializar as ações de impacto socioambiental, além de promover investimentos e a sustentabilidade de modelos de negócios que incidam diretamente sobre áreas como habitação, educação, saneamento, água, fintechs sociais, resíduos e diversificação econômica. Esse é o objetivo do FINI – Fórum de Investimento e Negócios de Impacto que promove o encontro de empresários, representantes da iniciativa privada e do poder público, além de integrantes do terceiro setor e da academia, em um ambiente centrado no desenvolvimento de soluções para problemas locais por meio de negócios de impacto.

Em edição especial, desta vez fora do Brasil, o próximo fórum acontece no dia 31 de julho, na cidade de Maputo, capital de Moçambique, com palestras, cases e painéis de discussão. Com o apoio da Universidade Eduardo Mondlane, referência entre as universidades dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), o FINI Moçambique irá apresentar metodologias, projetos e boas práticas desenvolvidos por profissionais e estudiosos de referência em diversas áreas de negócios para resolver problemas sociais e ambientais, ampliados pelas tragédias recentes ocorridas no país africano, por meio de produtos, serviços ou operações de impacto social.

Negócios de impacto são aqueles que promovem inovações e transformações que levam ao desenvolvimento ou melhora socioambiental de forma mensurável, de acordo com o sócio-fundador da Baanko, André Menezes. “Vemos que é preciso – e possível – resolver problemas sociais e ambientais sistêmicos através de negócios e que é urgente oferecer mais e melhores oportunidades para populações de menor renda”, comenta Menezes.

O FINI é uma iniciativa das empresa mineiras Baanko e da 22 Graus Comunicação e Marketing de promover em um contexto local um encontro entre atores estratégicos do ecossistema de empreendedorismo e inovação, a fim de potencializar e direcionar recursos em prol de boas ideias e projetos sociais e ambientais. De acordo com a diretora executiva da 22 Graus, Denise Botelho, trabalhar com parceiros locais de Maputo para a produção do FINI Moçambique já vem sendo uma oportunidade para compartilhar de experiências, metodologias de trabalho e gestão de projetos. “Iniciamos assim as conexões, envolvendo equipes no Brasil, Moçambique e Portugal no desenvolvimento do projeto, curadoria e produção, até na divulgação do evento.”

Aqui no Brasil, uma nova edição do FINI será realizada nos dias 17 e 18 de setembro, mais uma vez na capital mineira. Sob o tema ‘investir para transformar’, a última edição do evento, em Belo Horizonte, contou com a participação de quase 300 pessoas, representando empresas, governos, ONGs e startups, em dois dias de debates em setembro do ano passado, que resultaram em 1434 novas conexões, negócios e oportunidades entre os participantes.

DESASTRE

Entre os dias 14 e 15 de março deste ano o ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique, provocando 604 vítimas mortais e afetando cerca de 1,8 milhões de pessoas. Pouco mais de um mês depois, em 25 de abril, a nação africana voltou a ser atingida por um ciclone, o Kenneth, que se abateu sobre o norte do país matando 45 pessoas e afetando outras 250 mil.

Para Menezes, além de potencializar problemas locais já existentes, esses desastres fizeram com que as comunidades local e internacional se dessem conta da necessidade de pensar alternativas sustentáveis para o desenvolvimento do país, que fica no sudeste africano. “Acreditamos na urgência de, ao mesmo tempo, apoiarmos empreendedores comprometidos na resolução de problemas sociais, engajarmos investidores que querem alocar seus recursos gerando impacto socioambiental e performance financeira, e fortalecermos atores locais e iniciativas estratégicas, como avaliação de impacto, inovação e a inclusão desta agenda nas políticas públicas”, afirma o empresário.

PROGRAMAÇÃO

Para explicar o que são e quais os potenciais dos negócios de impacto, o fundador da Baanko, André Menezes, irá apresentar palestra “Investir para Transformar”. Outro destaque do FINI é a co-idealizadora da missão Brazilian Relief Team, em Moçambique, após os ciclones Idai e Kenneth, Liz Lacerda, por sua experiência na estruturação de cooperação internacional e operações de crédito para infraestrutura e requalificação urbanas. Já a diretora executiva do Instituto Ambiental Vale, Patrícia Daros, irá apresentar sua experiência, desde 2003, no desenvolvimento sustentável de cidades e territórios, bem como na conservação e preservação de biomas.

Além destes, outros participantes irão apresentar ideias e cases relevantes para o desenvolvimento de negócios de impacto. Fundadora e diretora presidente do ICE – Instituto de Cidadania Empresarial, Renata de Camargo irá falar sobre sua experiência, desde 1975, nas áreas de inovação social, finanças sociais, sustentabilidade empresarial, educação e desenvolvimento comunitário. O CEO da Cimentos de Moçambique, Edney Vieira, também virá a contribuir a partir de seus 20 anos de atuação nas áreas de logística, suprimentos e recursos humanos em empresas de diversos países, como Turquia, Portugal, Brasil e África do Sul. Já a co-fundadora do IdeiaLab, a executive catalyst Tatiana Pereira, vai levar seus 14 anos de experiência em gestão e desenvolvimento de negócios, gestão de recursos humanos e desenvolvimento organizacional para enriquecer as discussões do FINI Moçambique.

Com o patrocínio da associação sem fins lucrativos Fundo Vale, que busca conectar instituições e iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável, e da Cimentos de Moçambique, empresa do grupo InterCement que é líder do mercado cimenteiro no país africano, as atividades do FINI Moçambique terão início dois dias antes da data oficial do evento, nos dias 29 e 30 de julho, com a realização de momentos de networking e visitas de impacto, além de laboratórios temáticos voltados para discutir alternativas para a sustentabilidade e o desenvolvimento local, na Universidade Eduardo Mondlane.

Outras organizações da Europa também apoiam a realização do evento, como a Projeto UDI-África, coordenado pela Universidade NOVA de Lisboa, instituição universitária reconhecida pela excelência no ensino e pesquisa internacionalmente e o Nguzu Project, iniciativa que começou em 2013, em Portugal, para melhorar a experiência da mobilidade acadêmica entre países lusófonos e potencializar novas oportunidades para a sociedade.

De Moçambique, o FINI conta com o apoio da UX Information Technologies, que aposta no empreendedorismo social como catalizador do desenvolvimento econômico e humano local, desenvoilvendo soluções online focadas em aliar o sucesso comercial à responsabilidade social, transformando empresas e instituições moçambicanas.

SERVIÇO

  • FINI Moçambique – Fórum de Investimento e Negócios de Impacto
  • Data/Hora: 31 de julho de 2019, de 8h às 18h
  • Local: Universidade Eduardo Mondlane (Avenida Julius Nyerere, 3453 – Maputo / Moçambique)
  • Inscrições: http://www.bit.ly/finimz2019
  • Realização: Baanko e 22 Graus Comunicação e Marketing

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