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A sustentabilidade do setor industrial passa por duas importantes questões: a preservação dos recursos naturais e a responsabilidade sobre o meio ambiente. Produzir com menos recursos e criar programas para tratamento de resíduos são atividades recorrentes nas indústrias do Paraná. Os bons resultados já têm surgido, graças ao envolvimento de diversos setores da sociedade. O Sistema Fiep, por meio de seu Conselho de Meio Ambiente, tem ajudado a estruturar projetos de logística reversa e campanhas de conscientização da população – o objetivo é dar o tratamento adequado ao lixo gerado pelo consumo de produtos.

“Nos últimos anos a indústria vem desenvolvendo atividades para informar e engajar a população sobre a temática do resíduo pós-consumo. Majoritariamente, a comunicação entre indústria e consumidores ocorre por meio de projetos de educação ambiental, campanhas de coleta de resíduos sólidos e instalação de Pontos de Entrega Voluntária (PEVs)”, conta Hélio Bampi, Coordenador do Conselho de Meio Ambiente do Sistema Fiep.

Logística reversa no foco das ações ambientais

Criar um programa de logística reversa é uma tarefa conjunta, que envolve a estruturação de vários setores: separação de resíduos, coleta, destinação e tratamento. O assunto é tratado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, por meio da Lei Federal 12.305/2018. No Paraná, a logística reversa foi impulsionada com o Edital de Chamamento SEMA 01/2012. Diversos setores industriais assinaram Termos de Compromisso com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA/PR) e apresentaram seus Planos de Logística Reversa.

“A regulamentação no Estado foi rápida e entramos na vanguarda nacional em logística reversa”, destaca Bampi. O presidente do Conselho de Meio Ambiente do Sistema Fiep destaca dois setores na indústria paranaense que têm atingido a excelência nos projetos: o de embalagens de defensivos agrícolas e o de embalagens em geral. “Na área de defensivos agrícolas, temos o Sistema Campo Limpo. Ele existe desde 2002 e, hoje, recupera 94% das embalagens comercializadas, que são recicladas ou incineradas”, explica Bampi. Para o setor de embalagens em geral, foi criado o Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR). Hoje são 35 associados, entre indústrias de alimentos e cosméticos, com projetos voltados aos catadores de materiais recicláveis.

Associativismo tem papel fundamental nos projetos

parceria do Sistema Fiep com as entidades sindicais do Paraná ajudou a fortalecer o trabalho de logística reversa no estado, segundo Bampi: “eles são grandes facilitadores para os programas aqui no Paraná. Levam as informações para dentro das indústrias e organizam os sistemas internos de cada indústria. No caso do InPAR, seis sindicatos que representam o setor de alimentos, além da Fiep, se uniram para viabilizar que pequenas e médias indústrias tivessem acesso a um Sistema de Logística Reversa. O modelo criado deu tão certo, a ponto de atrair grandes empresas a fazerem parte do Instituto”.

Desafios para o presente e o futuro

Consolidar as políticas de logística reversa no Estado está entre as principais metas do Conselho de Meio Ambiente do Sistema Fiep. Um assunto que interessa a todos: a preservação ambiental é herança para as próximas gerações, inclusive nos negócios. Hélio Bampi destaca que os principais desafios estão no engajamento da população nos programas e que outros elos da cadeia produtiva também podem se envolver de forma mais efetiva, como importadores, comércio e varejo. “Temos, também, ausência de instrumentos econômicos legais para viabilizar os programas de logística reversa”, aponta.

Iniciativas não faltam. Em Curitiba, por exemplo, o Dia do Desafio Ambiental acontece todos os anos. Uma campanha de coleta de resíduos que congrega diversos setores industriais, como alimentos, cosméticos, medicamentos, construção civil. “Também, estão cada vez mais comuns os PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) em grandes redes de supermercado e farmácias. Além disso, alguns Sistemas de Logística Reversa também possuem comunicação direta com os consumidores por meio de seus sites, como é o caso do projeto “Separa não Pare”, iniciativa da Coalizão Embalagens. No Paraná, também se destacam o Mutirão de Limpeza da Baía de Guaratuba, apoiado pelo InPAR em 2018, e o Projeto de Educação Ambiental do Colégio Estadual do Paraná, desenvolvido pelo Sinpacel. Estamos no caminho certo”, conclui Hélio Bampi.

Fonte: G1.

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